
Músculo
RM DA COXA
Posicionamento adequado:
Decúbito dorsal.

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É muito comum o estudo das coxas e pernas ser UNILATERAL. Mas, caso o equipamento permita, é muito útil fazer o estudo nos planos coronal e transversal BILATERAL COMPARATIVO, mas compensando o aumento do FOV para a obtenção de imagens com alta resolução espacial.
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Fundamental colocar marcador cutâneo quando existe local doloroso específico ou nodulação palpável para garantir que a lesão seja incluída e que a espessura/gap sejam adequados.
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O exame da coxa no caso de lesão miotendínea SEMPRE deve incluir a origem e/ou a inserção do(s) grupamento(s) muscular(es) de interesse. Ou seja, no caso das lesões proximais é importante incluir a tuberosidade isquiática, a espinha ilíaca ou o quadril, por exemplo, enquanto que nas lesões distais pode ser necessário incluir o joelho. Desta forma é possível identificar e mensurar adequadamente os casos das roturas tendíneas com retração.
Protocolo sugerido para os exames de ROTINA
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Coronal T2 SG ou STIR
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Coronal T1
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Transversal T2 SG ou STIR
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Transversal T1
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Sagital T2 SG ou STIR
Plano Coronal

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Usar como referência uma linha passando pelos colos femorais (linha tracejada amarela na figura 1a)
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Ajustar no plano sagital para que as imagens fiquem paralelas ao fêmur (linha tracejada branca na figura 1b).
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O exame da coxa SEMPRE deve incluir a origem e/ou a inserção do(s) grupamento(s) muscular(es) de interesse no caso de lesão miotendínea. Desta forma é possível identificar e mensurar adequadamente os casos das roturas tendíneas com retração. Como é comum nas extremidades da bobina ocorrer falha de sinal e/ou artefatos (setas brancas na figura 1c), a bobina deve ser posicionada priorizando a área de interesse (o terço proximal incluindo o quadril ou o terço distal incluindo o joelho).
Plano Transversal

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Dependendo da indicação poderá ser feita varredura de toda coxa (caixa vermelha na figura 2a) com maior espessura e gap (4 a 8 mm/gap 1,0).
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Se a indicação for estudo de alteração específica (como neste caso de lipoma intramuscular no reto femoral; seta amarela na figura 2b) a marcação do plano transversal deverá ser na região de interesse (caixa amarela) com espessura e gap menores, podendo ser comparativo ou não, dependendo da capacidade do equipamento.
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Ajustar também no plano sagital (figura 2c), tendo o cuidado de sempre incluir o edema perilesional quando for o caso. Note a importância do marcador cutâneo (seta branca), que ajuda muito na localização da lesão (seta amarela).
Plano Sagital

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Usar como referência o plano coronal (figura 3a) para que as imagens fiquem no eixo do fêmur (linha tracejada amarela).
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Ajustar no plano axial (figura 3b) apenas para garantir a inclusão de todos os grupos musculares.

É muito comum nos exames das coxas nos depararmos com falha de sinal e de supressão de gordura nas extremidades superior e inferior da imagem, locais que coincidem com as extremidades da bobina.
Um recurso útil para mitigar esse tipo de artefato é usar o Mobiview, em que são feitas 2 aquisições que posteriormente são unidas, gerando uma imagem única.
Importante lembrar de deixar alguma sobreposição entre os blocos superior e inferior das imagens!

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Na primeira imagem vemos os artefatos decorrentes da extremidade da bobina (setas vermelhas).
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Com o uso do Mobiview são obtidos 2 blocos de imagem (caixas amarelas), mantendo sobreposição entre eles (faixa amarela), que posteriormente são somados. Uma forma de reconhecer que foi utilizado o Mobiview é a presença de marcadores (setas brancas) mostrando o local da união dos blocos.
RM DA PERNA

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É muito comum o estudo das coxas e pernas ser UNILATERAL. Mas, caso o equipamento permita, é muito útil fazer o estudo nos planos coronal e transversal BILATERAL COMPARATIVO, mas compensando o aumento do FOV para a obtenção de imagens com alta resolução espacial.
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Fundamental colocar marcador cutâneo quando existe local doloroso específico ou nodulação palpável para garantir que a lesão seja incluída e que a espessura/gap sejam adequados.
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O exame da perna no caso de lesão miotendínea SEMPRE deve incluir a origem e/ou a inserção do(s) grupamento(s) muscular(es) de interesse. No caso de rotura do tendão calcâneo (de Aquiles) pode ser necessário fazer o estudo da perna distal com a bobinba de tornozelo. Desta forma é possível identificar e mensurar adequadamente os casos da rotura tendínea com retração.
Protocolo sugerido para os exames de ROTINA
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Coronal T2 SG ou STIR
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Coronal T1
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Transversal T2 SG ou STIR
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Transversal T1
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Sagital T2 SG ou STIR
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Usar como referência uma linha passando pela tíbia no plano sagital (linha tracejada branca na figura 1a)
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Na marcação bilateral usar como referência uma linha passando pela margem posterior das tíbias (linha tracejada amarela). Figura 1b

Plano Coronal
RM DO BRAÇO
Posicionamento adequado:
Decúbito dorsal. O braço deve ser posicionado o mais ao centro do magneto possível.
Protocolo sugerido para os exames de ROTINA
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Coronal T2 SG ou STIR
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Coronal T1
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Transversal T2 SG ou STIR
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Transversal T1
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Sagital T2 SG ou STIR
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Usar como referência uma linha passando pela úmero no plano sagital (linha tracejada amarela na figura 1a)
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No plano transversal garantir a inclusão de todos os músculos (caixa vermelha). Figura 1b
