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Punho & Mão

RM DO PUNHO

Posicionamento adequado: 
 
O posicionamento  clássico dos exames de punho é em decúbito ventral com o braço à frente do corpo, posição conhecida como do "superhomem" ou do "nadador". Entretanto, atualmente existem bobinas específicas para exames do punho que permitem que o exame seja feito em decúbito dorsal com o braço ao longo do corpo.
​
É importante que o paciente esteja bem posicionado, com punho em contato com a superfície da bobina e com a colocação de pesos para evitar movimentação.
​
Fundamental colocar marcador cutâneo quando existe ponto localizado de dor, alteração visível ou lesão palpável. Cuidado apenas para o marcador não "achatar" lesões nodulares muito pequenas, que podem deixar de ser vistas.
Posição punho.webp

Protocolo sugerido para os exames de ROTINA

  • Transversal DP ou T2 SG

  • Transversal T1

  • Coronal DP ou T2 SG

  • Coronal T1

  • Sagital DP ou T2 SG

Equipamento com técnica Dixon

  • Transversal DP  Dixon

  • Coronal T1

  • Coronal DP ou T2 

  • Sagital T2 Dixon

Doenças reumatológicas

  • Coronal T1 SG Gd+

  • Transversal T1 SG Gd+

Sinovite vilonodular pigmentada

  • Gradiente-eco T2

​Pode ser útil

  • Transversal T1 SG pré-contraste

  • Transversal T1 SG Gd+

Situações especiais - além da rotina incluir:

Pseudoartrose do escafoide

Doença de Kienbock

  • Coronal T1 SG pré-contraste

  • Coronal T1 SG Gd+

  • Transversal T1 SG Gd+

​

OU

​

Usar o Coronal T1 da rotina como pré-contraste

  • Coronal T1 Gd+

  • Transversal T1 SG Gd+

Muitos exames de PUNHO se beneficiam do uso do contraste venoso. 

​

No caso de ALTERAÇÕES INFLAMATÓRIAS não é fundamental fazer pré-contraste (é até melhor não fazer para o exame não ficar demorado e o paciente tolerar melhor as aquisições pós-contraste).

  • Transversal T1 SG Gd+

  • Coronal T1 SG Gd+

​

Entretanto,  é imprescindível fazer T1 SG pré-contraste no caso de qualquer lesão expansiva, mesmo naquelas que parecem císticas, e no caso da avaliação de necrose óssea, já que a alteração pode ter sinal elevado na ponderação T1 SG.

​

No caso de lesões sólidas deve ser feito PROTOCOLO DE TUMOR.

​​

  • Usar como referência para angulação o plano perpendicular aos metacarpianos (linha tracejada amarela) e ao eixo longo do rádio e ulna (linha tracejada branca) nos planos coronal   (figura 1a) e sagital (figura 1b).

​

  • Incluir a base dos metacarpianos e a porção distal do rádio e ulna.

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Plano Transversal

Plano Coronal

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  • Usar como referência no plano axial uma linha perpendicular (linha tracejada amarela) à articulação radioulnar distal (asterisco), incluindo as unidades miotendíneas dos flexores (setas brancas). Figura 2a.

​

  • As imagens devem também ser ajustadas no plano perpendicular às bases do 2º ao 4º metacarpianos (linha tracejada amarela). Figuras 2b.

​

  • Usar como referência o eixo longo do rádio e da ulna nas imagens sagitais (linha tracejada branca). Figuras 2c.

  • Usar como referência para angulação a articulação radioulnar (linha tracejada amarela) no plano axial. Figura 3a.

​

  • Usar como referência no plano coronal o eixo longo do rádio e do 3º metacarpiano (linha tracejada branca). Figura 3b.

MARC PUNHO TRA.webp

Plano Sagital

RM DA MÃO

Posicionamento adequado: 
 
O posicionamento  clássico dos exames da mão é em decúbito ventral com o braço à frente do corpo, posição conhecida como do "superhomem" ou do "nadador". 
​
É importante que o paciente esteja bem posicionado, com a mão em contato com a superfície da bobina, os dedos juntos (devemos evitar posicionar os dedos afastados entre si) e com a colocação de pesos para evitar movimentação.
​
Fundamental colocar marcador cutâneo quando existe ponto localizado de dor, alteração visível ou lesão palpável, mas com o cuidado do marcador não achatar a lesão.
Posição punho.webp

Protocolo sugerido para os exames de ROTINA

  • Transversal DP ou T2 SG

  • Transversal T1

  • Coronal DP ou T2 SG

  • Coronal T1

  • Sagital DP ou T2 SG

Equipamento com técnica Dixon

  • Transversal DP Dixon

  • Coronal T1

  • Coronal DP ou T2 

  • Sagital T2 Dixon

Doenças reumatológicas

  • Coronal T1 SG Gd+

  • Transversal T1 SG Gd+

Sinovite vilonodular pigmentada

  • Gradiente-eco T2

​Pode ser útil

  • Transversal T1 SG pré-contraste

  • Transversal T1 SG Gd+

Situações especiais - além da rotina incluir:

Lesão ligamentar em dedo específico

Lesão de Stener

​Fazer PROTOCOLO DE DEDO e não de mão , sendo muito útil o uso de contraste nso 3 planos

  • Coronal T1 Gd+

  • Transversal T1 SG Gd+

  • Sagital T1 SG Gd+

Os exames de MÃO se beneficiam ainda mais do uso do contraste venoso em comparação com os exames de PUNHO, sendo recomendável fazer parte da rotina, inclusive nas lesões traumáticas. 

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No caso de ALTERAÇÕES INFLAMATÓRIAS e TRAUMÁTICAS não é fundamental fazer pré-contraste (é até melhor não fazer para o exame não ficar demorado e o paciente tolerar melhor as aquisições pós-contraste).

  • Transversal T1 SG Gd+

  • Coronal T1 SG Gd+

  • Sagital T1 SG Gd+

​

Entretanto,  é imprescindível fazer T1 SG pré-contraste no caso de qualquer lesão expansiva, mesmo naquelas que parecem císticas.

​

No caso de lesões sólidas deve ser feito PROTOCOLO DE TUMOR.

​​

  • Usar como referência para angulação o plano perpendicular aos metacarpianos (linhas tracejadas amarelas) nos planos coronal (figura 1a) e sagital (figura 1b).

​

  • Porém, se o problema for em outro local (como articulações metacarpofalangianas ou interfalangianas, por exemplo),  a angulação sempre deve privilegiar a região de interesse.

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  • Incluir os metacarpianos e os dedos.

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  • No caso de alteração específica o plano transversal pode ser mais localizado, com FOV, espessura e gap menores para melhor identificação da lesão.

MARC MÃO TRA.webp

Plano Transversal

  • Usar como referência no plano axial uma linha perpendicular às bases do 2º ao 4º metacarpianos (linha tracejada amarela). Figura 2a.

​

  • As imagens devem também ser ajustadas no plano sagital no eixo longo do 2º ao 4º metacarpianos (linha tracejada amarela). Figuras 2b

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Plano Coronal

  • Paralelo ao eixo dos metacarpos (linha tracejada amarela), devendo ser marcado no eixo de cada raio, ajustado pelos planos axial (figura 3a) e coronal (figura 3b).

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  • Importante os dedos estarem juntos e a marcação ser individualizada para cada raio. Nesse exemplo, não deveria existir esse afastamento entre o polegar e os outros dedos.

MARC MÃO SAG.webp

Plano Sagital

RM DOS PUNHOS E DAS MÃOS

GATO 2.png

É comum a solicitação de RM das mãos e punhos, o que é um grande desafio, por ser um exame demorado e, principalmente, pela questão do uso do contraste venoso.

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A indicação mais comuns nesses casos é suspeita de sinovite, tanto por esforço  repetitivo, como no caso das doenças reumatológicas. Por serem 4 exames, cada um sendo feito de uma vez, o pós-contraste acaba ficando tardio nas últimas aquisições, e o realce fisiológico da sinóvia pode ser confundido com sinovite.

​

O que podemos fazer nesses casos?

  • Na pesquisa de alterações inflamatórias NÃO é imprescindível ter sequência pré-contraste (diferente de lesões expansivas), então não fazer sequências pré-contraste já permite ganho de tempo (menos 4 sequências).

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  • Fazer o estudo pós-contraste simultâneo de ambas as mãos e punhos, evitando assim o problema da aquisição tardia e trocando 8 aquisições por 2.

RM DOS DEDOS 

Protocolo sugerido para os exames reumatológicos

  • Fazer a rotina de cada punho e de cada mão separadamente, com bobina específica.

    • Reposicionar as mãos juntas na bobina maior - phased-array, ultraflex ou joelho, e injetar contraste venoso

  • Coronal T1 SG Gd+ das mãos e punhos juntos

  • Transversal T1 SG Gd+ das mãos e punhos juntos

Posicionamento adequado: 
 
O posicionamento  clássico d é em decúbito ventral com o braço à frente do corpo, posição conhecida como do "superhomem" ou do "nadador", usando bobinas dedicadas para o punho e a mão ou bobinas flexíveis.

Para o estudo bilateral pós-contraste já é necessário o uso de bobinas maiores, como Ultraflex ou a bobina de corpo phased-array utilizada nos exames de bacoa, por exemplo, para permitir a aquisição simultânea das mãos e punhos.

 
Mãos-juntas-bobina-corpo-web.jpg

Retirado do canal de Bac Nguyen no Youtube

Um alternativa é a aquisição das mãos juntas em posição de prece ("prayer position") com o paciente em decúbito lateral com as mãos juntas (colocando uma espuma entre as mãos) usando a bobina de joelho.
Posicionamento adequado: 
 
O posicionamento  clássico dos exames do dedo é em decúbito ventral com o braço à frente do corpo, posição conhecida como do "superhomem" ou do "nadador". 
​
Fundamental colocar marcador cutâneo quando existe ponto localizado de dor, alteração visível ou lesão palpável, mas com o cuidado do marcador não achatar a lesão.
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Em geral, se utiliza uma bobina menor que a usada nos exames da mão.
Posição punho.webp

É importante que o paciente esteja bem posicionado, com a mão em contato com a superfície da bobina. Uma forma de conseguir sinal e resolução adequados é incluir 3 dedos no exame, com o dedo de interesse no centro da bobina e os dedos juntos (devemos evitar afastar os demais dedos) e com colocação de pesos para evitar movimentação.
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Ao lado está exemplificado um exame com ênfase no 3º dedo, em que o 2º e o 4º dedos também são incluídos. Além de permitir análise comparativa, o FOV um pouco maior ajuda em conseguir imagem mais adequada.
DEDO COR.webp

Protocolo sugerido para os exames de ROTINA

  • Transversal DP ou T2 SG

  • Transversal T1

  • Coronal DP ou T2 SG

  • Coronal T1

  • Sagital DP ou T2 SG (incluir os dedos adjacentes)

  • Coronal T1 SG Gd+

  • TransversalT1 SG Gd+

  • SagitalT1 SG Gd+

Equipamento com técnica Dixon

  • Transversal DP Dixon

  • Coronal T1

  • Coronal DP ou T2 

  • Sagital T2 Dixon

  • Coronal T1 SG Gd+

  • TransversalT1 SG Gd+

  • SagitalT1 SG Gd+

  • Perpendicular aos metacarpos ou falanges (linha tracejada amarela) nos planos coronal (figura 10a) e sagital (figura 10b), dependendo do local de interesse (asteriscos) a ser estudado.

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  • O FOV deve incluir os dedos adjacentes.

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  • ​Os dedos juntos não só facilitam a marcação do 2º ao 5º metarcapianos como evita o excesso de ar entre os dedos, o que prejudica a qualidade da imagem.

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Plano Transversal

  • Perpendicular aos ligamentos colaterais (setas brancas) no plano axial (linha tracejada amarela) do dedo de interesse. Figura 11a.

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  • Ajustar também com o eixo da falange e metacarpo correspondentes no plano sagital (linha tracejada vermelha). Figura 11b.

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Plano Coronal

  • Paralelo ao eixo do metacarpo/falanges (linhas tracejadas amarelas), passando pelo centro dos tendões flexores (setas azuis. Figura 12a.

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  • Ajustar no plano coronal no plano do eixo longo do metacarpiano e falanges (linhas tracejadas amarelas). Figura 12b.

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  • É útil fazer o sagital de pelo menos 2 dedos para permitir análise comparativa (o dedo de interesse e o adjacente).

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  • No caso das ROTURAS TENDÍNEAS deve-se assegurar que foi incluída também a porção proximal do tendão, para mensuração do intervalo entre os cotos.

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Plano Sagital

  • Nem sempre o metacarpo e as falanges são perfeitamente alinhados pela anatomia do paciente. Mas a imagem sagital tem que incluir tanto a falange quanto o metacarpo. Priorizar a angulação pela região acometida, que pode ser mais distal ou proximal.

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  • No caso dos dedos em flexão sempre fazer planos ortogonais, evitando obliquidades:

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RM DO POLEGAR

Posicionamento adequado: 

O estudo do polegar pode ser feito usando o mesmo posicionamento dos exames da mão e dos dedos, ou pode ser colocado um suporte para o polegar, que ficará apoiado no suporte com os demais dedos ao lado, fora da bobina. Esse posicionamento facilita a marcação por deixar o polegar em um plano mais anatômico.
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Posição punho.webp

Protocolo sugerido para os exames de ROTINA

  • Transversal DP ou T2 SG

  • Transversal T1

  • Coronal DP ou T2 SG

  • Coronal T1

  • Sagital DP ou T2 SG (incluir os dedos adjacentes)

  • Coronal T1 SG Gd+

  • TransversalT1 SG Gd+

  • SagitalT1 SG Gd+

Equipamento com técnica Dixon

  • Transversal DP Dixon

  • Coronal T1

  • Coronal DP ou T2 

  • Sagital T2 Dixon

  • Coronal T1 SG Gd+

  • TransversalT1 SG Gd+

  • SagitalT1 SG Gd+

O polegar nos exames de rotina da mão:

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  • O eixo do polegar (seta dupla vermelha) é diferente dos demais dedos (seta dupla branca), ambos fazendo um ângulo aproximado de 90° entre si:

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  • Com isso, na sequência CORONAL os metacarpianos (setas brancas) aparecem no plano coronal, porém o polegar (seta vermelha) aparece no plano SAGITAL.  

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  • Já na sequência SAGITAL ocorre o inverso: os metacarpianos (seta branca) aparecem no plano sagital, porém o polegar (seta vermelha) aparece no plano CORONAL.

​

  • Portanto, no caso da necessidade de avaliação específica do polegar (lesão de tendões, ligamentos, como lesão de Stener, ou tumorações) o exame e a marcação devem ser específicas para o polegar:

  • Perpendicular ao metacarpo ou falange, dependendo do local de interesse a ser estudado (linha tracejada amarela). No estudo do polegar sempre tem que incluir o músculo adutor (seta amarela). 

​

  • Deve ser ajustado também no plano sagital (linha tracejada amarela), cobrindo a região de interesse e incluindo os planos musculares.

​

  • ​No caso de lesão de Stener (lesão do ligamento colateral ulnar com interposição da aponeurose do adutor do polegar) é importante incluir o músculo adutor e a marcação ser orientada para a articulação metacarpofalangiana.

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Plano Transversal

  • Perpendicular aos ligamentos colaterais (setas brancas) no plano axial (linha tracejada amarela). 

​

  • Incluir o músculo adutor (seta amarela). 

​

  • Ajustar também com o eixo das falanges e metacarpos correspondentes no plano sagital (linha tracejada branca). 

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Plano Coronal

  • Paralelo ao eixo do metacarpo (linha tracejada amarela), passando pelo centro dos tendões flexores (seta azul). 

​

  • Ajustar no plano coronal no plano do eixo longo do metacarpiano e falanges (linha tracejada branca).

MARC POL SAG SEM Nº.webp

Plano Sagital

Não tem tempo de ler livros e artigos?
Está tudo resumido no CASO DO MÊS!
  • RIZARTROSE é a artrose na base do 1º metacarpiano e trapézio, destacada no círculo vermelho.

​

  • É comum encontrarmos solicitações de RM da mão, do punho ou do polegar com a indicação de RIZARTROSE, sendo que nessa situação o exame ideal seria a RM do punho, pois nesse caso a articulação de interesse fica em posição mais central e é possível também avaliar os demais ossos do carpo. Outra opção seria fazer o protocolo de MÃO, mas colocando a bobina em posição mais proximal, excluindo as falanges distais e médias dos dedos para incluir o carpo.

Rizartrose 2.webp

Avaliação da rizartrose na RM

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Rizartrose mão encurtada.jpg
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  • No exame de rotina da mão, cujo interesse maior são as falanges e os metacarpos, a 1ª articulação trapeziometacarpiana (setas vermelhas) fica na extremidade da bobina, fazendo com que, além de mal vista, fique mais susceptível a falhas na supressão de gordura (seta branca):

  • O estudo dedicado do polegar também não é a melhor opção porque ele prioriza as articulações metacarpofalangiana e interfalangiana e não a carpometacarpiana que, além de ficar na extremidade da bobina, também acaba ficando mal vista nos planos coronal e transversal (linhas tracejadas amarelas), sendo apenas tangenciana nesses planos (setas azuis).

Rizartrose polegar 1.jpg
GATO 2.png

Independente do posicionamento é FUNDAMENTAL COLOCAR MARCADOR CUTÂNEO sinalizando a lateralidade porque com as mãos juntas, principalmente na posição de prece, é impossível saber qual é o lado direito e qual o esquerdo só pela imagem.

​

Uma sugestão é sempre colocar marcador duplo sinalizando o lado direito para também evitar confusão com o(s) marcador(es) cutâneo(s) colocados nos pontos dolorosos.

RIZARTROSE

TUMOR

Considerações gerais

GATO 1.png
  • Na avaliação de qualquer LESÃO EXPANSIVA é imprescindível obter sequência pré-contraste na ponderação T1 com supressão de gordura.

​

  • Caso não faça parte do protocolo da rotina sempre acrescentar uma sequência na ponderação T1 SEM supressão de gordura nos casos de tumores ósseos e de partes moles.

​

  • Caso não faça parte do protocolo da rotina, é interessante acrescentar uma sequência na ponderação T2 SEM supressão de gordura nos casos de tumores ósseos e, principalmente, de partes moles.

​

  • No caso de suspeita de sinovite vilonodular pigmentada pode ser útil a sequência GRE T2.

​

  •  Atualmente existem sequências e ferramentas que são fundamentais em diversos tipo de tumores ósseos e de partes moles:

    • Em fase e fora de fase (in phase e out phase)​

    • Dixon

    • Difusão

    • Mapa ADC

    • Permeabilidade (perfusão na ponderação T1)

    • Mapa colorido e curva da permeabilidade

    • Fração de gordura (fat fraction)

​

  • A importância de cada sequência depende do tipo de tumor e também do motivo do exame, que pode ser para tentar fazer o diagnóstico, definir o próximo passo da conduta, determinar a extensão e /ou progressão de doença já conhecida, para controle pós-operatório ou para avaliar a resposta ao tratamento quimio ou radioterápico, por exemplo.

Protocolo sugerido para os exames para avaliação geral dos tumores do punho, mão e dedos

  • Protocolo da rotina

Acrescentar:

  • Transversal T2 

  • T1 em fase e fora de fase no melhor plano do tumor

  • Transversal difusão b50 e b800

  • Mapa ADC (dADC)

  • Transversal T1 SG pré-contraste

  • Permeabilidade T1 no plano transversal

  • Mapa colorido e curva da permeabilidade

  • Transversal T1 SG Gd+ e fazer subtração da sequência pré-contraste

  • Coronal e/ou sagital T1 SG Gd+

​

Equipamento com técnica Dixon

  • Protocolo da rotina com T1 e T2 Dixon

Acrescentar:

  • Transversal difusão b50 e b800

  • Mapa ADC (dADC)

  • Permeabilidade T1 no plano transversal

  • Mapa colorido e curva da permeabilidade

  • No pós-contraste repetir as sequências Dixon

  • T1 SG Gd+ nos planos em que não foi feito Dixon na rotina

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